IV Janela Internacional de Cinema do Recife anuncia programação

Festival exibe 160 filmes entre os dias 4 e 13 de novembro

30/10/2011

Um panorama da produção atual de filmes de curta metragem feitos no Brasil e no mundo, longas brasileiros e estrangeiros da última safra, uma retrospectiva inédita no País do cineasta Stanley Kubrick, mostras e programas especiais, estreias nacionais, aulas de cinema, o estímulo ao debate não só em torno do cinema, mas sobre o espaço urbano do Recife através dos filmes feitos aqui. A quarta edição do Janela Internacional de Cinema do Recife acontece de 4 a 13 de novembro e trará cerca de 60 convidados brasileiros e estrangeiros à cidade. O filme de abertura será o muito aguardado Febre do Rato, de Cláudio Assis.A missão do Janela continua sendo a de facilitar as relações entre o cinema feito e pensado em Pernambuco e o cinema do Brasil e do mundo. O festival é realizado em meio à temporada em que mais dois longas pernambucanos estão sendo rodados na cidade, Tatuagem, de Hilton Lacerda, e Boa Sorte, Meu Amor, de Daniel Aragão, que também são frutos de um boom de produção visto nos últimos anos, por meio de incentivos locais.

LONGAS - Febre do Rato, terceiro longa-metragem do pernambucano Cláudio Assis, é a abertura do Janela. A sessão promete ser concorrida, já que o filme, grande vencedor do Festival de Paulínia (SP), terá sua segunda exibição no país no Festival e só deverá entrar em cartaz no primeiro trimestre de 2012. 

Outros filmes aguardados da produção independente nacional são Girimunho, de Helvécio Marins Jr. e Clarissa Campolina, e Histórias que só existem quando lembradas, de Júlia Murat, ambos exibidos nos Festivais de Veneza, Toronto e San Sebastian. Marcam a estréia em longas de jovens realizadores que observam com grande delicadeza personagens idosos no interior do Brasil.

CURTAS - São 60 produções, entre obras de todo Brasil e de países como Austrália, Alemanha, Rússia, Áustria, Argentina, Bolívia, EUA, Inglaterra, Suécia, Suíça, Itália, França, Portugal, Bélgica, Israel e Polônia. Elas são divididas nas mostras de Competição Brasileira, Competição Estrangeira e Fora de Competição. Nas competitivas, os vencedores recebem prêmio em serviço dos parceiros Link Digital (estúdio de finalização) e da Kodak.
A curadoria de seleção dos curtas é da produtora executiva do festival Emilie Lesclaux,  do crítico e cineasta Kleber Mendonça Filho, do roteirista Luiz Otávio Pereira, do crítico Fernando Vasconcelos, dos jornalistas Rodrigo Almeida e Luís Fernando Moura e da curadora Lis Kogan.
Com o caráter curatorial que pontua a produção da mostra, diversos filmes foram exclusivamente convidados, sob o olhar crítico da comissão de seleção que ao longo do ano participou de festivais como Cannes, Oberhausen e Festival Internacional de Curtas de SP. Outros tantos foram escolhidos por meio de inscrições abertas.

Vale a pena destacar as estreias nacionais dos filmes: Dia Estrelado (PE), animação stop motion de Nara Normande, Na Sua Companhia (SP), de Marcelo Caetano, Porcelana (MG), de Thiago Taves, Zenaide (PE), de Mariana Porto, Avalons (SP), de Carlos Eduardo Nogueira , e Monja (CE), de Breno Baptista.

KUBRICK

Um grande destaque da programação deste ano é a retrospectiva inédita no Brasil da obra do aclamado cineasta americano Stanley Kubrick, em cópias 35mm e no novo padrão de projeção digital em altíssima definição, DCP (Digital Cinema Protocol). As cópias em DCP serão exibidas com um projetor Christie de 33 mil ansilumens, padrão técnico exigido para essas exibições. O equipamento será  especialmente instalado no São Luiz durante o festival.

A retrospectiva foi pensada para comemorar o aniversário de 40 anos do clássico Laranja Mecânica (A Clockwork Orange - 1971), cuja cópia restaurada em 4K foi apresentada no último Festival de Cannes, em maio, e será projetada aqui ao lado de clássicos absolutos do cineasta como A Morte Passou por Perto (Killer’s Kiss, 1955), O Grande Golpe (The Killing, 1956), Glória Feita de Sangue (Paths of Glory, 1957), Spartacus (1960), Lolita (1962), Dr. Fantástico (Dr. Strangelove or: How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb, 1964), 2001: Uma Odisséia no Espaço (2001 A Space Odissey, 1968), Barry Lyndon (1975), O Iluminado (The Shining, 1980), Nascido para Matar (Full Metal Jacket, 1987) e De Olhos Bem Fechados (Eyes Wide Shut, 1999).

JANELINHA

É a primeira vez que o Janela dedica uma sessão exclusiva para crianças de 8 a 12 anos. Serão exibidos 6 curtas, sendo dois deles estrangeiros: New London Calling (EUA), de Alla Kovgan, e Las Palmas (Suécia), de Johannes Nyholm.

OFICINAS

 O Janela Internacional de Cinema do Recife também fomenta o debate sobre cinema realizando oficinas e encontros com o público.
O Janela Internacional de Cinema é uma produção da CinemaScópio, produtora pernambucana de Emilie Lesclaux e Kleber Mendonça Filho, de filmes premiados como Vinil Verde, Eletrodoméstica e Recife Frio, e do longa metragem (em fase de montagem) O Som ao Redor. Foi também produtora associada do longa Amigos de Risco, de Daniel Bandeira, e dos curtas Muro, de Tião, e Mens Sana in Corpore Sano, de Juliano Dornelles.

SERVIÇO
IV Janela Internacional de Cinema de Recife (www.janeladecinema.com.br)
De 4 a 13 de novembro,  mais de 100 filmes com exibições no Cine São Luiz e no Cinema da Fundação
Ingressos:  sessões de curtas - R$ 1 | sessões de longas - São Luiz R$ 4 e R$ 2 | Fundação R$ 8 e R$ 4
 

Fonte: Site da Fundarpe

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