Sobre nós

FUNDAÇÃO

      No ano de Fundação da Banda, 1848, a Curica não tinha nome nem fardamento, era conhecida como: o grupo de José Conrado, o filho do marinheiro, “Boca de Cravo”, designativo de todos portugueses que moravam nesta cidade nos séculos passados.

·  BREVE HISTÓRICO DO FUNDADOR

         Banda Musical Curica fundada em 08 de setembro de 1848, por José Conrado de Souza Nunes, seu primeiro mestre, filho de portugueses, teve como finalidade principal abrilhantar as festas religiosas da paróquia de Goiana - Pernambuco, primando, também, pelas músicas marciais.

         Na época do Imperador D. PEDRO II (06-12-1859) passou a integrar a GUARDA NACIONAL, fazendo as honras da Corte, fato que consolidou a cultura do município de Goiana - Pernambuco.

 

·   A ORIGEM DO NOME

 

Havia nesta terra uma senhora que morreu velha e solteira, bem avisada que foi por aquele conselho de São Paulo, que diz: “Casar é bom e não casar é melhor”.

              Dona Iria, irmã do Padre José Joaquim Camelo de Andrade, foi grande figura da igreja naquela época morava na Rua Direita (Avenida Marechal Deodoro da Fonseca) em companhia de suas escravas.

        Certo dia, quando o grupo de José Conrado se deslocava do consistório da Igreja do Amparo, local onde a Banda foi fundada, para ir tocar na Rua Direita (Avenida Marechal Deodoro da Fonseca), enfrente a casa de dona Íria e oferecer-lhe uma garbosa polca, música considerada avançada para aquela época. Parecia não corresponder com a nomeada do autor, e dona Íria, à maneira de todo mortal, arvorou-se em crítica musical, dizendo, alto e em bom som, a uma de suas escravas, que também na ocasião se deliciava com as melodia do grupo musical. Ô Rosa!... Apontando para a banda, disse: aquela música só parece dizer: “Curi-ca-cá”... Curi-ca-cá... Isso imitando o tom da polca.

Da crítica sumária de Dona Íria veio a “corruptela” CURICA, nome que ainda hoje conserva a banda.

A Curica teve vários presidentes, entre os quais o pai do médico e escritor José Carlos Cavalcanti Borges, que foi promotor em Goiana e tinha o mesmo nome do filho. José Carlos Cavalcanti Borges, pai, foi um grande amigo e incentivador da banda.

A Curica fez várias excursões pelo Brasil, representando o município de Goiana e conquistou muitos prêmios. É um dos orgulhos dos goianense.

Entre os muitos nomes ilustres que fizeram parte do quadro de sócios da Curica então o presidente Getúlio Vargas e o interventor do Rio Grande do Sul, Flores da Cunha.

A rivalidade entre as bandas Curica e Saboeira sempre existiu. Algumas vezes as retretas e as festas religiosas onde elas se exibiam terminava com confusões, correrias e até tiros.

Como na maioria das bandas existentes no país, na sede da Curica funciona uma escolinha de música, onde crianças de origem humilde recebem orientação musical gratuita, graças ao trabalho benemérito e filantrópico dos maestros e seus auxiliares.

             A Curica mantém-se em atividade graças ao empenho e incentivo do povo goianense, à colaboração da prefeitura municipal e à abnegação dos maestros e músicos locais, iniciados e formados na escolinha da Curica.

Banda Musical Curica, grupo cheio de tradições e histórias, continua formando jovens músicos e se destaca como a mais antiga banda de música da América Latina.

A Banda Musical Curica é um grupo cheio de tradições, cheio de histórias contadas pelos mais velhos, dentre eles os nonagenários Antonio Secundino de Santana “meia noite” (In Memorian) e João José da Silva “Calixto” (In Memorian), dois dos mais antigos participantes da banda. Uma dessas histórias diz respeito à tocata para o Imperador. Conforme consta nos anais de Goiana, a curica, sob a regência do maestro Ricardinho, participou das festas em homenagem a D. Pedro II, durante visita à cidade, em 06 de Dezembro, o Diário de Pernambuco noticiava a visita da autoridade máxima do país e dizia que a Guarda Nacional “esteve reunida com mais de 700 praças e boa música”. A Curica era, naquele período, a banda do batalhão.

 Composição                                                                                                                                                       

A Banda Musical Curica, é composta em sua formação essencial por 68 (sessenta e oito) jovens músicos, onde podemos citar: 01 (um) maestro, 02 (um) flautas, 01 (uma) requinta, 17 (dezessete) clarinetes, 01 (um) Clarinete Baixo, 01 (um) sax soprano, 06 (seis) sax-alto, 05 (cinco) sax-tenor, 01 (um) sax-barítono, 11 (onze) trompetes, 10 (dez) trombones, 01 (um) bombardino, 01 (um) bombardão, 06 (seis) percussão, 02 (dois) arquivistas, 02 (dois) apoio, podendo variar para mais ou para menos o número de músicos devido a grande rotatividade que existe no corpo musical da banda.

  

 

Escola de Música Profº José Conrado de Souza Nunes 

Fundada oficialmente, em 8 de setembro de 1948, quando da comemoração do centenário da Banda Curica, com o objetivo de ensinar gratuitamente a crianças e jovens da cidade e região o oficio de músico, tendo como professores os velhos músicos que se encarregavam de transmitir seus conhecimentos as novas gerações. em 67 anos de atividades a Escola de Música Profº José Conrado de Souza Nunes é a principal responsável pela renovação da Banda Curica e já formou centenas de músicos que seguiram carreira na música e hoje atuam nas mas diversas partes do país.

Em que acreditamos?

23-01-2011 19:51

Acreditamos na música não só como manisfestação popular, mas principalmente como fator de inclusão social.E é isso que a Sociedade Musical Curica tem feito ao longo de toda a sua história, oferecer a crianças e jovens de nossa cidade e cidades vizinhas a oportunidade de aprender gratuitamente um oficio, que é música, onde a grande maioria além de aprender música também tem a possibilidade de aprender bons preceitos, fazer boas amizades e a ter disciplina não só no estudo da música, mas também em suas vidas.Alguns vão além tornam-se músicos profissionais e seguem carreira indo em busca de mais conhecimentos nos Conservatórios e Universidades de Música.

E aqui estamos nós 167 anos após a fundação dessa respeitada e valorosa instituição acreditando sim, que é possivel transformar vidas através da educação e da música.

Vida longa a Curica!

Cristian Silva

 

Sociedade Musical Curica

  A Sociedade Musical Curica oferece, justamente por ser mais antiga, um repertório de tradições, de histórias contadas pelos mais velhos, dentre eles o nonagenário Antonio Secondino de Santana,Meia Noite, e João José da Silva,Calixto, dois dos mais antigos participantes da banda - falecidos após a banda conquistar o título estadual de patrimonio vivo, concedido em 2005.Uma dessas histórias diz respeito a uma tocata para o Imperador.Conforme consta nos anais de Goiana, a Curica, sob regencia do mestre Ricardinho, participou das festas em homenagem a D. Pedro II, durante visita à cidade, em 6 de dezembro de 1859.Quatro dias depois, ou seja, 10 de dezembro, o Diario de Pernambuco noticiava a visita da autoridade máxima do país e dizia qua a Guarda Nacional "esteve reunida com mais de 700 praças e boa música". A Curica, naquele período, era a banda do batalhão.

Com repertório musical cheio de sofisticação e variedade, o grupo também marcou presença nas comemorações da Abolição da Escravatura, da Proclamação da República, ajudou e campanhas políticas do Partido Conservador e, então militarizada, fez parte da guarda nacional.Criada com o objetivo de realizar tocatas em festas religiosas, a banda foi fundada em 1848, por José Conrado de Souza Nunes, primeiro regente do gupo musical.Do Rio Grande do Norte, era conhecido como filho do marinheiro, Boca de Cravo.Segundo o historiador Àlvaro da Anunciação Guerra, cujo pseudônimo era Mario Santiago - conforme pesquisado e publicado, na ocasião do centenário, em 1948, no livro Elementos para a história da Sociedade Musical Curica - tudo começou com um grupo de 12 a 15 músicos que se reuniu no consistório da igreja de Nossa Senhora do Amparo dos Homens Pardos e resolveu criar uma orquestra sacra, apresentando-se pela primeira vez numa tocata, no Amparo, durante as comemorações da natividade de Nossa Senhora, ou seja, no dia 8 de setembro de 1848.À época da fundação, era chamada corporação musical.Assim começa a história da Curica, a mais antiga banda de música, em atividade ininterrupta , do Brasil e da Àmerica Latina.

O abolicionista e senador  do Império João Alfredo Correia de Oliveira dá noticias, na biografia que escreveu sobre o 2º Barão de Goiana - Bernardo José da Gama -, que "cada partido tinha a sua banda de música e estafar-se em ajuntamento e passeatas". Deduz-se que a outra banda era a rival Saboeira, de 1855, ainda hoje em atividade, fundada com o objetivo de acompanhar o Partido Liberal, oposicionista do Partido Conservador, ao qual pertencia a Curica.As histórias da inimizade fidagal entre as duas bandas foram escritas com sangue.Entre pontapés e lances de capoeira, gritava-se "Viva a Curica!Morra a Saboeira!" E vice versa.Em 1928, visitou a capital da Paraíba, o que teve enorme repercussão na imprensa local.Entre os sócios honorários, constam os nomes do então presidente Getúlio Vargas e de Flores da Cunha, interventor no Rio Grande do Sul.Durante a 2ª Guerra Mundial, participou de passeata antinazista em agosto de 1942.

No dia 1º de dezembro de 1944 recebe a visita do famoso músicologo uruguaio, professor Francisco Curt Lange, que, demonstrando grande interesse pelos arquivos de composições musicais, obteve uma relação das peças escritas no século 19, mais uma foto da corporação.A banda executou, em homenagem a visitante, a Sonata Patética, de Beethoven; a valsa Obstinação, de Nelson Ferreira, e o dobrado Conselheiro João Alfredo.Na data do centenário, em 1948, Antonio Correia presenteou a Curica com uma sede própria, a mesma onde o gupo desenvolve suas atividades até hoje, á rua do Rosario.Naquele ano, a banda também decidiu criar seu estatuto próprio, ainda em vigor, em que se estabelecia  a fundação da escolinha de música, a fim de gratuitamente serem transmitidos os conhecimentos as novas gerações.De meados de 1960 a 1970 a banda manteve uma formação denominda Curica Jazz, que é retomada em 2009.São 29 componentes, escolhidos entre os mais talentosos alunos e integrantes da banda.Em meio às novas realizações, a diretoria está organizando o primeiro registro fonográfico, tanto da banda, quanto da jazz, para gravação de dois CDs a serem lançados em 2011.

A Curica é um dos grandes patrimônios culturais de Goiana e sempre marca presença em solenidades cívicas e religiosas, inclusive nas viagens pelo Brasil.No carnaval, subdivide-se em duas orquestra de frevo, para tocar no centro, nos distritos e vizinhança.Em variados eventos e inaugurações, apresenta-se sob forma de orquestra menores.O acervo musical conta com mais de 800 títulos, de todos os gêneros , entre clássicos, barrocos, dobrados,marchas de procissão, música religiosas, MPB, para a execução por cerca de 60 a 70 músicos.A catalogação do arquivo histórico e musical foi realizada pelos estudantes da escolinha, em regime de voluntariado.Resultante de um trabalho filantrópico de maestro, diretores e instrumentistas, a banda é responsável pela contínua preparação de novos artistas, pela renovação dos próprios integrantes  e traz no histórico a passagem de nomes  consagrados, como capitão Zuzinha, ou José Lourenço da Silva, e os maestros Duda e Guedes Peixoto.È inegavel que a Curica tem colaborado com o despertar de talentos, com a formação de músicos. E mais: toca a sensibilidade dos goianenses que a veem passar pelas ruas, despertando-lhes o amor à música e às vivas tradições da cidade.

Fontes: Patrimônio Vivos de Pernambuco - Maria Alice Amorim

 

 

Locais que serviram de sede para Banda Curica nos ultimos 167 anos

1. Consistório da Igreja de N.Sª do Amparo........1848 a 1869

2. Rua da Conceição.........................................1869 a 1875  

3. Rua da Viração.............................................1875 a 1911

4. Rua Santa Teresa.........................................1911 a 1922

5. Rua do Meio.................................................1922 a 1923

6. Rua da Viração(pela 2ª vez)...........................1923 a 1930

7. Rua do Rosário............................................. 1930 até os dias atuais

 
 

 

 
 
 
 
 

 

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 Maestros da Banda Musical Curica

Ao longo dos seus 167 anos de história a Banda Curica teve vários regentes que contribuiram significativamente para a história dessa honrosa instituição, segue abaixo uma lista desses valorosos músicos, que atuaram como regente da Banda Musical Curica.

 

  1. José Conrado de Souza Nunes.......................de 1848 a 1850

  2. Monteiro de Sá............................................de 1850 a 1851

  3. João José Tavares de Sá e Albuquerque........de 1851 a 1854

  4. Ricardinho..................................................de 1854 a 1860

  5. João José...................................................de 1860 a 1880

  6. Minervino de Feitas Feitosa..........................de 1880 a 1881

  7. João José Filho............................................de 1881 a 1893

  8. Antonio Gabriel Renepont.............................de 1893 a 1910

  9. Francisco Solano Lopes................................de 1910 a 1912

10. Paulo Carneiro.............................................de 1912 a 1913

11. Souza Lemos...............................................de 1913 a 1916

12. João Artur Chaves........................................de 1916 a 1917

13. João Bezerra Chaves....................................de 1917 a 1926

14. Diógenes Soares Pereira...............................de 1926 a 1934

15. Àtico do Couto Bruno....................................de 1935 a 1940

16. Róseo Pio de Amorim...................................de 1940 a 1941

17. Àtico do Couto Bruno....................................de 1942 a 1948

18. Francisco Carneiro dos Santos.......................de 1948 a 1949

19. Júlio Gonçalves(Julinho).................................de 1950 a 1953

20. José Dias de Oliveira(Zé de Doda)...................de 1953 a 1978

21. Manoel José da Silva......................................de 1978 a 1983

22. Tenente Wilson Ferreira.................................de 1984 a 1986

23. José Genuíno.................................................de 1986 a 1987

24. Tenente Wilson Ferreira.................................de 1987 a 1989

25. José Genuíno.................................................de 1990 a 1992

26. Júlio Rocha....................................................de 1993 a 1994

27. Gerson Borges................................................de 1994 a 1996

28. José dos Passos..............................................de 1996 a 1997

29. Gerson Borges................................................de 1997 a 1998

30. José dos Passos.............................................. 1998(6meses)

31. Gerson Borges................................................de 1998 a 1999

32. Silvio Américo de Andrade Pinheiro...................de 1999 a 2004

33. Claúdio João da Silva........................................de 2005 a 2015

34. Everton Luiz Silva do Nascimento......................de dezembro de 2015 até os dias atuais

 

 

 

 

 

    Sede da Banda Curica, quando da comemoração do centenário

 

                  Rua do Rosário,03 Goiana - PE    8 de Setembro de 1948

Organizações Congêneres

 

O município de Goiana é como veremos bastante fértil em formações associativas de natureza artístico-musical.

Das quais se mantiveram por mais ou menos tempo, ou ainda se mantêm na época atual, podemos conferir:

 

1.Saboeira – Dessa prestigiosa corporação, que se mantêm garbosamente como baluarte das mais caras tradições da nossa terra, diz o “Almanaque de Goiana”,editorado em 1930: “ A Saboeira foi fundada em 1855, pelo Dr. Estelita, com o fim de prestar  os seus serviços ao partido liberal e teve como seu primeiro mestre João José Tavares de Sá Albuquerque.”

A Sociedade que elaborou os primeiros Estatutos foi constituída em 12 de outubro de 1908, com a seguinte diretoria: presidente, José Pinto de Abreu; Secretário, Júlio Pereira; procurador Horácio Coutinho.

 

2. Euterpe – Surgiu em Pontas de Pedra em 1882, presidente S. João da Rocha de Souza, mestre um tal de Demetrio, extinguiu-se no ano de 1890.

 

3 . S. Luís de Gonzaga – Inauguro-se em 20 de maio de 1888, não há relatou de sua extinção.

 

4 Clube Filarmônico 13 de Maio, surgiu em 1888, presidente João Caçador, mestre João José Tavares de Sá Filho.

 

5Filarmônica Goianinhense – 1890/91, extinguiu-se em 1895.

 

620 de Julho – Fundada em Pontas de Pedra em 1893, sendo seu presidente João  bezerra e o mestre Antonio Domingues, o velho Chagas e Francisco Solano Gomes. Extinguiu-se em 1911.

 

7Nova União, fundada em 1895,  em Pontas de Pedra, presidente João José da Rocha e Souza, mestre Jose Benevides da Fonseca. Desapareceu pelo ano de 1911.

 

8Filarmônica e Bela – Fundada em 1897 o mestre dessa banda foi um tal de Ursulino, durou apenas 11 meses, sua primeira tocata foi em Caricé.

 

9Clube Musical 1° de Março, fundada em 1º de Março de 1902, tendo como presidente e regente o profº Eduardo Moreira Franco, não há relatos precisos de sua extinção.

 

10Sociedade Recreativa da Usina de Goiana, fundada em 13 de junho de 1903, não há relatos de seu presidente ou maestro.

 

1128 de Junho, fundada em 28 de junho de 1905, continua em atividade até hoje, na cidade do Condado.

 

126 de Março, fundada em 1918, em Areias (Itaquitinga) distrito de Goiana, seu primeiro presidente foi o Sr. Francisco da Cunha Rabelo, mestre Osvaldo da Silva Vanderlei.

 

1327 de Março,  fundada em 27 de março de 1938, no distrito de Areias (Itaquitinga), tendo por mestre o Sr. Benedito de Souza

 

14Corporação Musical Curica, fundada em 8 de setembro de 1848, por José Conrado de Souza Nunes seu primeiro mestre com o fim de fazer tocatas  em festas religiosas.

 

Fonte: ”Elementos para a história da Sociedade Musical Curica” Autor: Mario Santiago

 

 

As Bandas de Música e a Revolução Pernambucana

 Com as agitações políticas em Pernambuco, relativas às revoluções de 1817 e 1825, as bandas militares tomaram parte em solenidades e, de maneira bastante mais dramática, contribuíam para outro tipo de demonstração de ordem e poder: a execução dos condenados à morte. Um grande ato foi montado para o enforcamento dos condenados pela Revolução Pernambucana de 1817. A tropa de linha, enviada do Rio de Janeiro e de Portugal, com cerca de 4.000 soldados, foi colocada em duas alas desde o Forte das Cinco Pontas, onde os condenados estavam presos, até o Campo do Erário (atual praça da Republica), onde estava o patíbulo. Às nove horas da manhã, 800 soldados da guarnição de Recife, presos por tomar parte na revolta, marcharam desarmados ao “som de suas músicas militares”, isto é, acompanhados por suas bandas, da prisão até o Campo onde assistiram à execução. 

Durante o enforcamento foi executado um hino “cantado a duo e respondido pelo canto de toda a tropa e espectadores, tudo acompanhado pela fragorosa música instrumental de todos os corpos” (PEREIRA DA COSTA, 1951, p. 502, v. 7). Segundo Pereira da Costa apurou...

... cada cabeça que rolava do alto do patíbulo era saudada com aentoação de um hino cuja primeira audição se verificou neste dia, no momento em que o patriota Antônio Henriques Rabelo era atirado do alto da forca pelo algoz, com o pescoço preso ao laço do baraço, de mãos atadas para trás, e extorcendo-se às convulsões da morte (PEREIRA DA COSTA, 1951, p. 502, v. 7).

Pereira da Costa recolheu letra e melodia deste hino, que denominou por “Hino Realista” e a qualificou como uma “infernal cantata” (exemplo musical 2).61 Ele acreditava que a obra fosse de 61 PEREIRA DA COSTA, 1918, p. 196-197.65 autoria de Marcos Portugal, sob a letra de Manuel Joaquim da Silva Porto, e que a obra teria sido expressamente composta para as tropas enviadas do Rio de Janeiro para sufocar a revolta (PEREIRA DA COSTA, 1951, p. 505, v. 7). De fato, a obra foi composta no Rio de Janeiro, mas seu autor foi Sigismund von Neukomm e aparece no catálogo do compositor austríaco como “Hymne Martial”, com a data 25 de abril de 1817 e a indicação de “orchestre militaire”, isto é, banda militar. A letra era de autoria do Barão de São Lourenço, Francisco Bento Maria Targini (ANGERMÜLLER, 1977, p. 80). Exemplo musical 2: Sigismund von Neukomm, Hino Marcial cantado no enforcamento dos condenados à morte em razão da Revolução Pernambucana, 1817

 

CORO

Vamos todos inspirados

Pelo Marte Tutellar,

Resgatar um povo afflicto,

O Melhor dos Reis vingar.

I

Valorosos Lusitanos

A victoria por vós chama,

A trombeta já da fama.

Vossos nomes vai cantar.

II

Já de Jano as portas abre

A mais justa e santa guerra,

Quem do nada fez a terra

Nos ordena triunfar

III

Nossas béllicas bandeiras

Avistando o vil enxame,

Pelo Atroz remorso infame

Já se sente agrilhoar.

IV

A nós deu Joane o Justo

Porque o nosso valor presa.

Esta nobre, ilustre empreza

Que há de o Trono sustentar

V

Lá no Templo da Memória

Juntareis mais estandartes

Aos que já em tais partes

Vosso zelo fez ganhar

VI

Respirai vassalos dinos

Contra a vil traição e morte

De El Rei vem a gente forte

Vossos lares amparar

VII

Viva, Viva de Bragança

Viva o bom Herdeiro Augusto

Que d'um jugo torpe, injusto

Vem seu povo libertar

A execução de frei Caneca, em 1825, também teve “protocolo” semelhante. Embora condenado à forca, o frei foi morto a tiros, pois nenhum carrasco se dispôs a executá-lo. 

 

Fonte: tese de Mestrado de Binder sobre Bandas Militares

Vale saber! 

O abolicionista e senador do Império João Alfredo Correa de Oliveira, dá noticia, na biografia que escreveu sobre o 2º Barão de Goiana - Bernardo José da Gama -, que " cada partido tinha a sua banda de música a estafar-se em ajuntamentos e passeatas". E que a Curica pertencia ao  Partido Conservador, e que data daí a rivalidade figadal entre as duas bandas, que foram escritas com sangue.Entre pontapés e lances de capoeira, gritava-se: "Viva a Curica!Morra a Saboeira!". E vice-versa.

Quais os Objetivos do ensino de música nas escolas?

"A música contribui para a formação integral do indivíduo, reverencia os valores culturais, difunde o senso estético, promove a sociabilidade e a expressividade, introduz o sentido de parceria e cooperação, e auxilia o desenvolvimento motor, pois trabalha com a sincronia de movimentos", explica Sonia Regina Albano de Lima, diretora regional da Associação Brasileira de Ensino Musical, (ABEM) e diretora dos cursos de graduação e pós-graduação lato sensu em Música e Educação Musical da FMCG (Faculdade de Música Carlos Gomes). O trabalho com música desenvolve as habilidades físico-cinestésica, espacial, lógico-matemática, verbal e musical. "Ao entrar em contato com a música, zonas importantes do corpo físico e psíquico são acionadas - os sentidos, as emoções e a própria mente. Por meio da música, a criança expressa emoções que não consegue expressar com palavras", completa Sonia Regina. "A música fez bem para a autoestima do estudante, já que alimenta a criação".

Fonte:http://educarparacrescer.abril.com.br

Contratar profissionais capacitados ou capacitar?

 Encarar uma sala de aula e ministrar um ensino musical de qualidade não é fácil. Afinal, não basta ser músico, é preciso ter didática, e para isso existem os cursos de capacitação. "Há muitos profissionais formados em música, mas que não têm didática. E, geralmente, eles saem da faculdade com formação específica em apenas um instrumento e com o objetivo de serem professores particulares de música, ou seja, terem apenas um aluno por vez", diz Lisiane Bassi, coordenadora do programa de Educação Musical de Franca, cidade do interior de São Paulo que é referência no Ensino Musical. A contratação de professores é um problema ainda não resolvido nas escolas. "É diferente dar aula no conservatório e dar aula numa escola de 40 alunos. Hoje reconhecemos que não há profissionais suficientes para atuar com música nas salas de aula. Medidas são necessárias para resolver isso, uma delas é a correção devida de editais publicados errados para o ingresso na área; outra é o oferecimento de cursos de capacitação para os professores, cursos de extensão universitária entre outros", diz Magali Kleber presidente nacional da ABEM (Associação Brasileira de Educação Musical). 


O MEC (Ministério da Educação) propõe cursos de formação para ministrar o conteúdo de música e o ensino de cultura regional. Até mesmo recursos de educação à distância estão sendo usados nesse processo. "Agora existe uma expectativa muito grande da área e da sociedade que está esperando que seus filhos aprendam música nas escolas sem ter de pagar. A lei teve impacto para os profissionais de música, e teve impacto para a discussão de acesso à música na sociedade", diz Magali Kleber. 

Em depoimento oficial, a Câmara de Educação Básica do CNE (Conselho Nacional de Educação) afirma que, "certamente, será exigido da União, dos Estados e dos Municípios um esforço conjunto para que se promova a formação adequada dos professores de música".

 

Saiba Mais!

Em 1944,esteve em Goiana o professor Curt Lange, musicólogo uruguaio, ficou admirado ao ouvir a Curica.Em audição especial foram executadas as seguintes peças:Dobrado Conselheiro João Alfredo; Sonata Patética de Beethoven e a valsa Obstinação de Nelson Ferreira.Franqueado o arquivo, admirou a profº Curt Lange as seguintes composições: Novenário - T.L. Colás: Missa del M. Mariano Russo - Messena - 1889; Marcha Defilé - De Kaschte - 1887; Marcha"Profeta" - Jean Bart e Profeté - 1880; Marcha 90 - Francisco Alz Monteiro entre outras peças importantes do arquivo da centenária Curica. 

Você sabia?

O fundador e primeiro regente da Banda Musical Curica, José Conrado de Souza Nunes , era filho de um marinheiro português conhecido como "Boca de Cravo". E que quando foi criada ela era composta de apenas 12 músicos

 

A Corporação Musical Curica visita a capital Paraíbana

 “A Corporação Curica, conforme anunciamos, chegou no domingo ultimo, em visita a esta capital, a harmoniosa banda de música “Curica”, regida pelos maestro João Chaves. As 7 horas do referido dia,recebidos pela música da força pública do Estado, vieram os visitantes, conduzidos por uma massa popular até o quartel da Praça Pedro Américo.

Às onze horas dando execução ao programa traçado foram cumprimentar o Dr. Júlio Lira (1) falando o maestro João Chaves, que interpretou os sentimentos dos seus colegas, tendo respondido o homenageado com uma saudação, repassada as palavras carinhosas aos membros da corporação “Curica”, oferecendo-lhes em seguida, no Hotel Familiar, um lauto almoço.

Houve à noite então a retreta, tendo o jardim da Praça Comendador Felizardo, ficado completamente cheio de pessoas que foram ouvir a execução do programa musical.

Todas as peças foram aplaudidas com entusiasmo e alguma bisadas mais de uma vez ouvindo-se sempre elogios à afinada banda visitante.

Tocando trechos clássicos mostrou a “Curica” o seu  grau de bons artistas, tendo todos os seus músicos observado religiosamente aos segredos da arte de Carlos Gomes.

A Paraíba com sua habitual hospitalidade, sem  que tal tivesse “aprendido com a generosa terra de Popó e Manteiga” tributou aos visitantes um acolhimento afetuoso”.

O Comercio da Paraíba

30 de Setembro de 1923

 

 

 Curiosidade

Aula de Música

 

“Solfa de Fá Bordão – Havia antigamente, na vila de Goiana, hoje cidade, um músico de nome Brás Luís, que além de sua aula de música que regia, ensinava particularmente em casa de famílias. Brás Luis Ligava-se e repuxava-se muito bem quando ia lecionar as suas discípulas, e abusando da confiança que os pais de família nele depositavam como mestre começou a fazer-se bem feito de corpo com uma de suas alunas; seu atrevimento chegou a tal ponto, que uma noite logrou uma surra formidável, a qual foi cantada por um poeta, na seguinte décima, a sua porta no dia seguinte:

 

Uma forte entonação

Cantaram a Brás Luis,

E segundo o que se diz

Foi solfa de fá bordão;

Pelo compasso da mão

Onde a beleza se apura

Parecia solfa escura;

Porque a mão nunca parava

Nem no ar, nem no chão dava,

Sempre em cima da figura.”

 

Acredita-se que Brás Luis tenha aqui vivido em Goiana quando ela foi vila pela primeira vez, isto é entre os períodos que vai de 15 de janeiro de 1685 a 20 de novembro de 1709, pois os versos acima citados são de autoria do grande satirista brasileiros Gregório de Matos, que faleceu em Pernambuco no ano de 1696.

 

Fonte: ”Elementos para a história da Sociedade Musical Curica” Autor: Mario Santiago

 

 

 Você sabia?

Que a primeira diretoria feminina da  Corporação Musical Curica foi empossada em 30 de outubro de 1939 sendo compostas por; Maria José Prestelo da Silva presidente,Clotilde Rochedo vice-presidente, Geni Freire de Barros secretária, Filomena Rochedo tesoureira , Eutália Gonçalves oradora e Eulina Prestelo, fiscal.

Vale ressaltar que a função dessa diretoria era de decorar a sede em datas festivas, fiscalizar os bailes, efetuar convites ás famílias recepcionar os convidados e auxiliar a Diretoria Administrativa no que se tornar necessário.

Fonte: ”Elementos para a história da Sociedade Musical Curica” Autor: Mario Santiago

 

 

 

 

 

 Fardamentos da Curica

 

 

 

“Em 1893, usava a Curica um fardamento preto, e outro branco com calças encarnadas, uma pluma no quepe. Foi nesse mesmo ano que ocupou a regência e direção da banda o hábil musicista Gabriel Renepont, requinta de grande fama e pessoa de apreciável conceito pelos serviços prestados à sociedade onde viveu.”

Fonte: Elemento para a história da Sociedade Musical Curica, de Mario Santiago.

 

 

 

 Epílogo à “Parte Primeira”

 

 

Curica! Quanta significação para nós não encerra essa palavra bendita! Quanta devoção nos não desperta nalma a sua lembrança!

Curica dos belos tempos idos!...Essa que em ondas de entusiasmo incendiava o coração de nossos avós! Que estimulava, no próprio poviléu inculto, a sanha fanatizadora do arrebatamento!...

Curica dos velhos dias antanhengos!... do tempo do Império e da Guarda Nacional!... com seus uniformes bizarros, de cores garridenhas... os carrilhões tilitantes brilhando a luz do sol!

Curica das pompalhosas festas litúrgico-profanas – do Orago e da Conceição... a que compareciam com toda a imponência nobiliárquica, venerandas matronas senhoras de engenho, acompanhadas da sinhazinha gamenha  e suas faceirosas mucamas!...

Curica! Que sempre levou aos lares de quantos a admirassem o voto promissivo da felicidade!Que sempre derramou também por sobre a tumba de seus saudosos apologistas, a unção musicativa e grave dos adeuses definitivos!

Curica. Ò Curica! És bem a imagem sonora da nossa história linda e gloriosa! Tens a magia inelutável do pequenino cantor das nossas matas – o Curió d tanquinho! És fiel intérprete da voz amiga desses campanários que encimam os nossos templos vetustos! Também traduzes Ò Curica! O doce “scherzzo-piano”,a canção múrmura e ciciante da linfa de perflue alígera, levando o próprio nome oceano-além, destino ao Infinito! Representas ainda, no sonoro bramir de tuas trompas marciais, de teus instrumentos percutivos, a vibração rítmica das nossas fábricas e usinas construindo ininterruptamente a grandeza econômica do nosso porvir!

Curica!

És um símbolo, enfim do nosso passado, da nossa história, da nossa grandeza, - da nossa vida!

Curica!... Salve, ó Curica!

 

Fonte: ”Elementos para a história da Sociedade Musical Curica” Autor: Mario Santiago

 

 

 

 

De origem portuguesa, a Sociedade Musical Curica, fundada em 8 de setembro de 1848, por José Conrado de Souza Nunes, é uma instituição que desde sua fundação nunca teve suas atividades encerradas, sendo por isso considerada a banda filarmônica mas antiga da América latina em atividade ininterrupta , graças ao esforço de pessoas que em sua épocas dedicaram suas vidas a essa causa, a causa da música, a causa da cultura, não deixando que o sonho de nosso fundador fosse esquecido:Transformar a vida das pessoas através da música!

Vida longa a Sociedade Musical Curica!

Você sabia?

Que a Banda Curica sob a regência do Maestro Ricardinho, participou da festa em homenagem a D. Pedro II, durante visita à cidade, em 6 de dezembro de 1859, quatro dias depois, ou seja 10 de dezembro, o Diario de Pernambuco noticiava a visita da autoridade máxima do país e dizia que a Guarda Nacional "esteve reunida com mais de 7 000 praças e boa música". A Curica, naquele período, era a banda do batalhão.

Livro: Patrimônios Vivos de Pernambuco

Autora:Maria Alice Amorim 

 

Bandas Militares no Brasil

 

O grande impulso dado à formação das bandas militares no Brasil começou, como vimos, com a transmigração da corte portuguesa para o Rio de Janeiro.     Mas a banda da Brigada Real trazida por D. João VI, em 1808, ainda era arcaica. Em Portugal, a banda de música começou a se modernizar somente em 1814, quando seus soldados regressaram da guerra peninsular, trazendo brilhantes bandas de música, onde predominavam executantes contratados, principalmente espanhóis e alemães [...]. A música militar claramente aparecida em bases orgânicas, na metrópole, em 1814, forneceria o modelo para a formação das bandas

civis (SALLES, 1985, p. 20)."

Fonte:Tese de mestrado de Binder sobre Banda Militares

 

Bandas Militares

 

“em 1789 foi criada uma banda de música no terço auxiliar de Goiana por consentimento do governador D. Tomás José de Melo, a exemplo do ato do mesmo governador, que criara bandas para os regimentos milicianos do Recife e Olinda a esse tempo.”

Cronista da guerra dos mascates

Fonte: ”Elementos para a história da Sociedade Musical Curica” Autor: Mario Santiago

 

 

A Música como fenômeno Social

A música constitui uma rica e diversificada expressão do homem, sendo resultado de vivências,crenças e valores que permeiam asua vida na sociedade.Como prática social, a música agrega, em sua constituição, aspectos que transcendem suas dimensões estruturais estéticas, caracterizando-se, sobretudo, como um complexo sistema cultural que congrega aspectos estabelecidos e compartilhados pelos seus praticantes, individual e/ ou coletivamente. De tal maneira, a forte e determinante relação com a cultura estabelece para a música, dentro de cada contexto social, um importante espaço com características simbólicas, usos e funções que a particularizam, de acordo com as especificidades do universo que a rodeia (MERRIAM,1964; BLACKING, 1973; NETTL, 1992; QUEIROZ, 2005).Como expressão cultural, a música pode ser considerada veículo universal de comunicação, pois não se tem registro de qualquer grupo humano que não realize experiências musicais como meio de contato, apreensão, expressão e representação de aspectos simbólicos culturais. Todavia, o fato de ser utilizada universalmente não faz da prática musical uma “linguagem universal”, tendo em vista que cada cultura tem formas particulares de elaborar, transmitir e compreender a sua própria música, (des)organizando, idiossincraticamente, os elementos que a constituem (QUEIROZ, 2004, p. 101).

Dessa forma, a música como cultura cria mundos diversificados, mundos musicais que se estabelecem não como universos e territórios diferenciados pelas linhas geográficas, mas como mundos distintos dentro de um mesmo território, de uma mesma sociedade e/ou até dentro de um mesmo grupo. Compartilhando do pensamento de Finnegan, entendo que os mundos musicais são “distintos não apenas por seus estilos diferentes, mas também por outras convenções sociais: as pessoas que tomam parte deles, seus valores, suas compreensões e práticas compartilhadas, modos de produção e distribuição, e a organização social de suas atividades musicais” (FINNEGAN, 1989, p. 31).

Luis Ricardo Silva Queiroz

Doutor em Etnomusicologia pela Universidade Federal da Bahia. Atualmente é professor adjunto do Departamento de Educação Musical e do Programa de Pós-Graduação em Música da Universidade Federal da Paraíba e Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Música da UFPB.

 

 

 

 

 

Outros autores possuem um tom saudosista como “Todo domingo havia banda no coreto do jardim” (CARVALHO, 1997:230). Será que atualmente não há mais? Felizmente a elaboração desta pesquisa (2005 - 2007) encontrou, nos últimos três anos, vários indícios de que nas últimas duas décadas o quadro educacional e profissional das bandas de música tem tomado novo fôlego.

CARVALHO, Vinícius Mariano de. As bandas de música nas minas gerais. Curitiba: Oficina de Música XV, I Simpósio Latino-Americano de Musicologia, 1997.

Em... VECCHIA, Fabrício Dalla. Iniciação ao trompete, trompa, trombone, bombardino e tuba: processos de ensino e aprendizagem dos fundamentos técnicos na aplicação do método da capo. 2008. 124 f. 2008.

 

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